Pular para o conteúdo
HOMEM 40+   SAÚDE • FORÇA • EQUILÍBRIO • VIDA REAL
INFORMAÇÃO RESPONSÁVEL PARA UMA NOVA FASE
H40+
Homem Além dos 40
Saúde, força, equilíbrio e vida masculina

Apneia do Sono no Homem Depois dos 40: Quais São os Sintomas e Quando Investigar?

Homem depois dos 40 dormindo com sinais de ronco e possível apneia do sono

Você dorme por várias horas, mas acorda como se a noite não tivesse servido para descansar. Alguém comenta que seu ronco está cada vez mais alto ou que, em alguns momentos, parece que você simplesmente para de respirar. Durante o dia, surgem sono, dificuldade de concentração ou aquela sensação de que a energia nunca voltou completamente.

Esses sinais não significam automaticamente que exista uma doença, mas podem justificar uma investigação para apneia do sono, especialmente quando se repetem.

A apneia obstrutiva do sono pode ocorrer em diferentes idades, mas fatores como envelhecimento, excesso de peso e características anatômicas das vias aéreas podem aumentar a probabilidade do problema. Em homens depois dos 40, por isso, ronco intenso e cansaço persistente não devem ser tratados apenas como consequência inevitável da idade.

Um ponto importante:

roncar não é o mesmo que ter apneia do sono. Há pessoas que roncam sem apresentar apneia. O que aumenta a suspeita é o conjunto de sinais, principalmente pausas respiratórias observadas durante o sono, engasgos noturnos e sonolência excessiva durante o dia.

O que realmente acontece durante uma apneia?

Na apneia obstrutiva do sono, a passagem de ar pelas vias aéreas superiores fica repetidamente reduzida ou bloqueada enquanto a pessoa dorme.

O cérebro percebe que a respiração está sendo prejudicada e provoca pequenas ativações para que a passagem de ar seja restabelecida. Muitas dessas interrupções são tão breves que o homem pode não se lembrar delas ao acordar.

O resultado é que uma noite aparentemente longa pode ser fragmentada diversas vezes. Portanto, permanecer sete ou oito horas na cama não garante que o sono tenha sido contínuo ou restaurador.

O National Heart, Lung, and Blood Institute (NHLBI), dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, descreve a apneia como uma condição em que a respiração para e reinicia repetidamente durante o sono. A forma obstrutiva é o tipo mais comum.

O mapa de sinais: o que acontece à noite e o que aparece durante o dia

Homem depois dos 40 dormindo mal e acordando cansado por sinais compatíveis com apneia do sono

Uma das dificuldades para perceber a apneia é que parte dos sinais acontece enquanto você está dormindo. Por isso, observar apenas como se sente na cama pode não ser suficiente.

Durante a noite

  • ronco alto e frequente;
  • pausas na respiração percebidas por outra pessoa;
  • engasgos, bufadas ou sensação de falta de ar;
  • sono inquieto ou vários despertares;
  • necessidade de levantar para urinar repetidamente;
  • boca seca ao acordar.

Durante o dia

  • sonolência ou cansaço persistente;
  • dificuldade para manter a atenção;
  • queda de concentração ou produtividade;
  • irritabilidade ou alterações de humor;
  • sensação de sono não reparador;
  • dificuldade de permanecer alerta em situações monótonas.

Nem toda pessoa com apneia apresenta todos esses sintomas. Também é possível ter alguns deles por outras razões, como privação de sono, medicamentos, consumo de álcool, problemas respiratórios, insônia ou outras condições de saúde.

É justamente por isso que sintomas isolados não fecham o diagnóstico.

Roncar depois dos 40 significa que você tem apneia?

Não.

O ronco acontece pela vibração de tecidos das vias aéreas durante a passagem do ar. Ele pode surgir sem que ocorram interrupções relevantes da respiração.

Segundo material educativo da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, o ronco pode aparecer associado à apneia obstrutiva do sono ou ocorrer de forma isolada. O consumo de álcool também é citado entre os fatores que podem favorecer o ronco.

Entretanto, ronco frequente associado a pausas respiratórias, engasgos ou sonolência durante o dia merece mais atenção.

Em outras palavras:

o volume do ronco sozinho não determina se existe apneia. O padrão da respiração, os sintomas durante o dia, os fatores de risco e, quando indicado, um estudo do sono ajudam a esclarecer o quadro.

Muitas vezes, quem percebe primeiro é quem dorme ao lado

Um homem pode passar anos sem saber que apresenta pausas respiratórias durante a noite simplesmente porque está dormindo quando elas acontecem.

Comentários como “você parou de respirar por alguns segundos”, “parece que você engasga e depois volta a roncar” ou “seu ronco ficou muito irregular” são informações úteis para levar à consulta.

Isso não significa que outra pessoa possa diagnosticar apneia observando o sono. Significa apenas que essas observações fornecem pistas que o próprio paciente não conseguiria perceber.

Parceira observando pausas respiratórias e ronco em homem depois dos 40 durante o sono

Por que a suspeita pode aumentar depois dos 40?

A idade, sozinha, não determina quem terá apneia. O risco depende de uma combinação de fatores.

Entre os fatores associados à apneia obstrutiva do sono estão:

  • excesso de peso ou obesidade;
  • aumento da idade;
  • histórico familiar;
  • consumo de álcool, principalmente próximo do horário de dormir;
  • tabagismo;
  • algumas características anatômicas da garganta, mandíbula ou vias aéreas;
  • obstruções nasais ou outras condições respiratórias;
  • dormir de costas em pessoas suscetíveis.

Homens com aumento importante da circunferência abdominal ou excesso de peso também podem encontrar informações complementares na editoria Corpo & Metabolismo.

Isso não quer dizer que toda pessoa acima do peso terá apneia nem que homens magros estejam protegidos. A anatomia das vias aéreas e outros fatores também têm participação.

O cansaço que parece comum pode ser uma pista — mas não é específico

Acordar cansado é uma queixa comum e tem muitas causas possíveis.

Na apneia, o problema pode estar relacionado à fragmentação repetida do sono. Mesmo que o homem não se lembre de ter acordado dezenas de vezes, essas interrupções podem prejudicar a qualidade do descanso.

A suspeita fica mais relevante quando o cansaço aparece junto de ronco frequente, pausas respiratórias observadas ou engasgos durante a noite.

Outros conteúdos relacionados à qualidade do descanso estão reunidos na categoria Sono & Energia.

Homem depois dos 40 com cansaço e sonolência durante o dia possivelmente ligados à apneia do sono

Apneia do sono e pressão alta: por que os assuntos podem se cruzar?

Sono e saúde cardiovascular não funcionam como assuntos completamente separados.

A apneia obstrutiva do sono não tratada está associada a maior risco de problemas cardiovasculares. O NHLBI destaca relações com condições como hipertensão, acidente vascular cerebral e doença cardíaca.

Isso não significa que toda pessoa com pressão alta tenha apneia, nem que a apneia seja necessariamente a causa da hipertensão de um indivíduo.

Mas um homem que apresenta pressão arterial difícil de controlar e, ao mesmo tempo, ronco alto, sonolência e pausas respiratórias deve mencionar todo esse conjunto ao profissional que o acompanha.

Para outros conteúdos preventivos do blog, veja também a editoria Saúde do Homem.

Quando vale a pena investigar em vez de apenas observar?

Não existe uma regra pela qual todo homem que ronca precise imediatamente realizar exames.

Uma avaliação profissional torna-se especialmente importante quando existe um ou mais dos seguintes cenários:

  • alguém percebe pausas repetidas na sua respiração durante o sono;
  • há engasgos ou episódios de sufocamento à noite;
  • o ronco é frequente e acompanhado de sono excessivo durante o dia;
  • você dorme tempo aparentemente suficiente, mas continua muito sonolento;
  • a sonolência interfere no trabalho, na concentração ou em atividades cotidianas;
  • você quase adormece ao dirigir ou em outras situações que exigem atenção;
  • há outros fatores clínicos que levam o médico a suspeitar de um distúrbio respiratório do sono.
Atenção à segurança:

sonolência intensa ao volante ou durante atividades de risco não deve ser ignorada. Se estiver com dificuldade de permanecer acordado, não tente compensar apenas com café ou esforço para “aguentar”. Evite dirigir ou operar equipamentos até que a situação esteja segura e procure orientação profissional.

Como o médico investiga a suspeita

A investigação começa antes de qualquer aparelho.

O profissional pode perguntar como você dorme, se ronca, se alguém já percebeu pausas respiratórias, como está sua disposição durante o dia, quais medicamentos utiliza e se existem outras condições de saúde.

Dependendo do caso, também pode avaliar peso, pressão arterial e características das vias aéreas.

Quando um estudo do sono é indicado, diferentes métodos podem ser utilizados conforme o perfil clínico e a avaliação do profissional.

Homem depois dos 40 em consulta médica investigando apneia do sono e exame de polissonografia

E a polissonografia?

A polissonografia é um dos exames utilizados para estudar o sono e identificar alterações respiratórias.

Durante o exame, diferentes sinais fisiológicos podem ser registrados enquanto a pessoa dorme. Dependendo do tipo de estudo, podem ser avaliados respiração, esforço respiratório, oxigenação, frequência cardíaca, movimentos e outros parâmetros.

O NHLBI explica que estudos do sono ajudam tanto a identificar o tipo de apneia quanto a estimar sua gravidade.

Em determinadas situações, a investigação pode ser realizada com equipamento portátil em casa; em outras, um estudo mais completo em laboratório do sono pode ser necessário. A escolha não deve ser feita apenas pela conveniência do paciente, mas pela indicação clínica.

O resultado não é simplesmente “positivo” ou “negativo”

Os estudos respiratórios do sono registram eventos como apneias e hipopneias. Na polissonografia, um dos parâmetros utilizados é o índice de apneia e hipopneia (IAH), calculado a partir do número desses eventos por hora de sono. Em muitos testes domiciliares que não medem diretamente o tempo de sono, pode ser utilizado o índice de eventos respiratórios (REI, na sigla em inglês), calculado com base no tempo de monitoramento.

Entretanto, interpretar o resultado exige contexto.

Número de eventos, intensidade dos sintomas, quedas de oxigenação, outras doenças existentes e características do estudo podem influenciar a decisão médica.

Por isso, olhar apenas um número no laudo e tentar definir sozinho a necessidade de tratamento pode levar a conclusões erradas.

Confirmou apneia: isso significa usar CPAP para sempre?

Não necessariamente.

O tratamento depende do tipo e da gravidade da apneia, dos sintomas, da anatomia das vias aéreas e de outras condições de saúde.

Entre as abordagens que podem fazer parte do tratamento estão:

  • controle de fatores relacionados ao peso, quando aplicável;
  • atividade física e hábitos de sono adequados;
  • redução do consumo de álcool;
  • cessação do tabagismo;
  • mudança da posição de dormir em casos selecionados;
  • dispositivos intraorais prescritos para pacientes adequadamente selecionados;
  • terapia com pressão positiva nas vias aéreas, como CPAP;
  • tratamentos direcionados a alterações anatômicas em situações específicas.

O NHLBI considera os aparelhos de pressão positiva uma das principais formas de tratamento da apneia. O CPAP fornece pressão de ar através de uma máscara para ajudar a manter as vias aéreas abertas durante o sono.

Isso, porém, não significa que seja apropriado comprar um aparelho e escolher uma pressão por conta própria.

O tratamento não deve ser copiado de outra pessoa.

Dois homens com o mesmo diagnóstico podem precisar de estratégias diferentes. A decisão depende da avaliação individual, do exame e da resposta ao tratamento.

Homem depois dos 40 usando CPAP de forma confortável no tratamento da apneia do sono

O que observar antes da consulta pode tornar a conversa mais útil

Você não precisa chegar ao consultório sabendo qual exame pedir.

É mais útil chegar com informações concretas sobre o que está acontecendo.

Durante alguns dias, tente observar:

  • horário aproximado em que dorme e acorda;
  • quantas vezes desperta durante a noite;
  • se acorda com sensação de descanso;
  • se sente sono excessivo durante o dia;
  • se alguém já percebeu pausas na respiração;
  • se há engasgos durante o sono;
  • frequência do ronco;
  • medicamentos e substâncias que utiliza;
  • consumo de álcool próximo do horário de dormir.

Essas informações não substituem o estudo do sono quando ele é indicado, mas ajudam o profissional a compreender melhor o padrão dos sintomas.

O erro é esperar o corpo “acostumar” com o cansaço

É fácil normalizar sintomas que aparecem lentamente.

O homem passa a considerar comum cochilar sempre que senta no sofá, depender de vários cafés, perder concentração no meio do dia ou acordar sem disposição mesmo depois de uma noite aparentemente completa.

Nenhum desses sinais prova que exista apneia. Mas quando o padrão é persistente e vem acompanhado de ronco intenso, engasgos ou pausas respiratórias, investigá-lo é mais prudente do que simplesmente atribuí-lo à idade.

A proposta não é transformar todo ronco em doença. É distinguir um ruído ocasional de um conjunto de sinais que merece avaliação.

Aviso de saúde

Este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e educativa. Ele não substitui consulta, diagnóstico, exame ou tratamento individualizado com profissional de saúde. Ronco, cansaço e sonolência podem ter diferentes causas. Não inicie, interrompa ou modifique tratamentos, medicamentos, aparelhos de pressão positiva ou dispositivos para o sono sem orientação profissional. Em caso de sintomas importantes ou persistentes, procure atendimento de saúde.

Consulte também o Aviso de Saúde do Homem Além dos 40.

Fontes e referências confiáveis

As referências abaixo foram utilizadas para revisão das informações de saúde apresentadas neste conteúdo.

Seu sono está realmente recuperando sua energia?

Prestar atenção ao ronco, à sonolência e ao que acontece durante a noite pode ajudar a perceber que dormir muitas horas nem sempre significa dormir bem. Continue acompanhando a categoria Sono & Energia para outros conteúdos sobre descanso, disposição e saúde masculina depois dos 40.